domingo, 2 de junho de 2013

Maria Elizabeth de Almeida fala sobre tecnologia na sala de aula.

Em um mundo cada vez mais globalizado, utilizar as novas tecnologias de forma integrada ao projeto pedagógico é uma maneira de se aproximar da geração que está nos bancos escolares. A opinião é de Maria Elizabeth Bianconcini de Almeida, coordenadora e docente do Programa de Pós-Graduação em Educação: Currículo, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). 

Defensora do uso das Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) em sala de aula, Beth Almeida faz uma ressalva: a tecnologia não é um enfeite e o professor precisa compreender em quais situações ela efetivamente ajuda no aprendizado dos alunos. "Sempre pergunto aos que usam a tecnologia em alguma atividade: qual foi a contribuição? O que não poderia ser feito sem a tecnologia? Se ele não consegue identificar claramente, significa que não houve um ganho efetivo", explica. 

Nesta entrevista para NOVA ESCOLA, a especialista no uso de novas tecnologias em Educação, formação docente e gestão falou sobre os problemas na formação inicial e continuada dos professores para o uso de TICs e de como integrá-las ao cotidiano escolar. 

O que é o webcurrículo?
MARIA ELIZABETH BIANCONCINI DE ALMEIDA 
É o currículo que se desenvolve por meio das tecnologias digitais de informação e comunicação, especialmente mediado pela internet. Uma forma de trabalhá-lo é informatizar o ensino ao colocar o material didático na rede. Mas o webcurrículo vai além disso: ele implica a incorporação das principais características desse meio digital no desenvolvimento do currículo. Isto é, implica apropriar-se dessas tecnologias em prol da interação, do trabalho colaborativo e do protagonismo entre todas as pessoas para o desenvolvimento do currículo. É uma integração entre o que está no documento prescrito e previsto com uma intencionalidade de propiciar o aprendizado de conhecimentos científicos com base naquilo que o estudante já traz de sua experiência. O webcurrículo está a favor do projeto pedagógico. Não se trata mais do uso eventual da tecnologia, mas de uma forma integrada com as atividades em sala de aula. 

O uso das TICs facilita o interesse dos alunos pelos conteúdos?
MARIA ELIZABETH 
Sim, pois estamos falando de diferentes tecnologias digitais, portanto de novas linguagens, que fazem parte do cotidiano dos alunos e das escolas. Esses estudantes já chegam com o pensamento estruturado pela forma de representação propiciada pelas novas tecnologias. Portanto, utilizá-las é se aproximar das gerações que hoje estão nos bancos das escolas.

Trabalhar Poemas na Educação Fundamental


Poemas.

Público alvo: 1º e 2º Ano do Ensino Fundamental.

Objetivos específicos:


- desenvolver as habilidades de percepção sensorial da criança;
                       - senso estético e suas competências leitoras e conseqüentemente, simbólicas ;
- Vivenciar as emoções dos poemas;

Justificativa:

A participação do professor na vida de um aluno e muito mais do que ensiná-lo a ser letrado mas, é do professor a função de continuar  uma visão que o aluno tem do mundo. A interação com a poesia é uma das responsáveis pelo desenvolvimento pleno da capacidade lingüística  da criança. A familiaridade com 
 a linguagem conotativa, e refinamento da sensibilidade para a compreensão de si própria e do mundo, é a responsável por este desenvolvimento da criança formando assim uma  ponte imprescindível entre o indivíduo e a vida.

1° dia – Escolha do Poema:

Leve para a sala de aula varias cópias ou de preferências livros de poemas com autores conhecidos(Carlos Drummond, Cecilia Meireles entre outros), apresente aos alunos e comece a aula com a seguinte pergunta: “o que podemos ter hoje, que não tínhamos ontem”, depois de ouvir algumas resposta comece a argumentar com ele o que é lindo o que é feio, o que é bom o que é ruim e assim por diante.

Depois destes questionamentos comece com o poema “O LEÃO”


O Leão!
Leão! Leão! Leão!
Rugindo como um trovão
Deu um pulo, e era uma vez
Um cabritinho montês.

Leão! Leão! Leão!

És o rei da criação!



Tua goela é uma fornalha

Teu salto, uma labareda
Tua garra, uma navalha
Cortando a presa na queda.


Leão longe, leão perto

Nas areias do deserto.
Leão alto, sobranceiro
Junto do despenhadeiro.
Leão na caça diurna
Saindo a correr da furna.
Leão! Leão! Leão!
Foi Deus que te fez ou não?


O salto do tigre é rápido

Como o raio; mas não há
Tigre no mundo que escape
Do salto que o Leão dá.
Não conheço quem defronte
O feroz rinoceronte.
Pois bem, se ele vê o Leão
Foge como um furacão.


Leão se esgueirando, à espera

Da passagem de outra fera . . .
Vem o tigre; como um dardo
Cai-lhe em cima o leopardo
E enquanto brigam, tranqüilo
O leão fica olhando aquilo.
Quando se cansam, o Leão
Mata um com cada mão.

Leão! Leão! Leão!

És o rei da criação!

Após a leitura, abra uma roda de conversa com as crianças e deixa-as a soltar sua imaginação.

2º dia:  Varal de Poema


           - voltar ao poema e fazer uma nova leitura, peça aos alunos que façam em uma
                         folha em branco o desenho de um personagem ou um elemento   que tenha chamado 
            mais atenção e depois peça para que descreva na folha o motivo da escolha.

3º dia: Montando um Poema com a turma.

                           -com o varal pronto e as crianças bem animada peça para que a turma escolha um tema, 
pergunte: “sobre o que vocês gostariam de escrever”. 
Escolhido o tema peça para que cada uma escreva uma
pequena estrofe. Ao terminar junte todos e monte um enorme poema da classe.

CONTEÚDOS:

- trabalhar a compreensão da criança em relação ao que se Le.
- sua escrita inicial.



Referências Bibliográficas.

sexta-feira, 31 de maio de 2013

A importância da música no Ensino Fundamental.

A MÚSICA E A APRENDIZAGEM

Quando um bebê nasce, seu cérebro é uma confusão de neurônios todos aguardando para serem tecidos na intricada tapeçaria da mente. Eles são puros e de um potencial quase infinito, circuitos não programados, que um dia poderão compor músicas. Se os neurônios forem estimulados eles passaram a fazer parte integrante da circulação do cérebro pela conexão a outros neurônios. Se eles não forem estimulados, poderão morrer. São as experiências da infância determinando quais neurônios serão desenvolvidos e quais habilidades serão desenvolvidas.
O cérebro lógico que é a habilidade de resolver cálculos matemáticos e a lógica, se desenvolve do nascimento aos 4 anos. Nesse período observa-se que criança cujas mães falam mais com elas nesse período tem vocabulário maior que outras com mães mais taciturnas. Aulas de música nesse período podem ajudar no desenvolvimento de habilidades espaciais. O cérebro musical se desenvolve dos 3 aos 10 anos. Nesse período há a necessidade de cantar músicas para as crianças: melódicas e estruturadas, clássicas principalmente. Se ela demonstra aptidão ou interesse musical deve aprender a tocar um instrumento o mais cedo possível. Assim, o Ensino Fundamental coincide com o período em que o cérebro está aberto a aprendizagem musical.
Segundo a Assessora de Comunicação do Unicef (Fundo das Nações Unidas para a 
Infância), em Brasília, Florrance Bauer,

“a música atrai a criança, serve de motivação, deixa-a mais atenta e é 
um instrumento de cidadania, contribuindo para a elevação de sua
auto-estima. A isso se deve o grande número de projetos de educação

através da música no Brasil e seu sucesso.”

Trabalhando a matemática no lúdico.


TRABALHAR A MATEMÁTICA DE UMA FORMA LÚDICA 





Caminhos de aprendizagem

Vale salientar que o aspecto afetivo se encontra implícito no próprio ato de jogar, uma vez que o elemento mais importante é o envolvimento do indivíduo que brinca.
As atividades lúdicas (jogos, brincadeiras, brinquedos...) devem ser vivenciadas pelos educadores
Uma maneira excelente de trabalhar com os números e com jogos em tabuleiros faz com que a criança brincando desenvolva o raciocínio. 





quinta-feira, 30 de maio de 2013

Inclusão do nono ano na Educação.


O Ensino Fundamental com duração de nove anos foi introduzido no contexto educacional brasileiro, em termos de legislação educacional, em dois momentos relativamente próximos, porém distintos. Inicialmente, por meio da Lei nº 11.114, de 16 de maio de 2005, modificando o art. 6º da Lei nº 9.394/96 (LDB). Nove meses depois foi sancionada a Lei nº 11.274, de 6 de fevereiro de 2006, determinando que o Ensino Fundamental no Brasil passasse a ter duração de nove anos.
O ambiente de desenvolvimento e aprendizado da criança de seis anos constitui-se na organização do trabalho pedagógico para essa faixa etária, que por sua vez, se caracteriza na organização curricular que inclui a organização do tempo, espaço, rotinas de atividades, forma como o adulto exerce seu papel, materiais disponíveis, isto é, na prática pedagógica diária realizada em sala de aula ou fora dela, em outros espaços pedagógicos, como o parque infantil, o refeitório, a biblioteca, a brinquedoteca, a sala de vídeo, o laboratório etc.